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Doenças em cães

As vacinas que devem constar 
obrigatoriamente no 
calendário do seu cão.



















VACINAS


As vacinas V8 ou V10 e a vacina anti-rábica,são de suma
importância. Existem também, outras doses de imunização 
importantes para seu cão.
É o caso das vacinas contra leishmaniose, a giárdia, a tosse 
canina e pulgas.A aplicação e o calendário das vacinas 
devem ser feita por um veterinário de sua confiança.




Abaixo,doenças que podem  contrair caso não sejam 
vacinados   

Leishmaniose
 


A transmissão só ocorre quando o animal é picado pelo 
mosquito. É uma doença infectocontagiosa causada por um 
protozoário, conhecido como Leishmania spp., que é 
transmitido pela picada do mosquito flebótomo infectado, 
que são São pequenos insetos de 1 a 3 mm de comprimento, 
com hábito crepuscular e noturno também conhecido como 
“mosquito palha” ou “birigui”.
É considerada uma zoonose e pode acometer homens e cães. 
Nos caninos de estimação, ela é conhecida como 
Leishmaniose Visceral Canina.
Infectado e uma vez doente, o cão não oferece risco para 
outros animais e nem mesmo para ser humano. 
Desta forma, o homem só pode ser infectado, se também 
for picado por um mosquito  flebotomo  contaminados,
gatos não são acometidos por esta patologia. 

Sintomas

Descamação seca da pele, pelos quebradiços, nódulos na pele, 
úlceras, febre, atrofia muscular, fraqueza, anorexia, falta de 
apetite, vômito, diarreia, lesões oculares e sangramentos. Nas 
formas mais graves, a Leishmaniose pode acarretar anemia e 
outras doenças imunes.

Cinomose 


Também conhecida como esgana doença de Carré e uma 
das mais graves doenças infecciosas.
O vírus tem um grau elevadíssimo de contágio, pois pode
sobreviver nos ambientes - principalmente frios e secos –
por um longo período de tempo. Já nos locais quentes e 
úmidos tem em média um mês de sobrevivência. 
Como é um vírus "invisível" a prevenção é a melhor forma 
de evitá-lo.
A doença atinge vários órgãos do animal e, na maioria dos 
casos, leva á morte do cachorro.
Os cães mais suscetíveis a serem infetados são os mais 
jovens, (até um ano de vida) e adultos que por  algum 
motivo não tenham sido vacinados. 
O cachorro pode ser contaminado pelo vírus de diversas 
formas, entre elas, o contato com secreções, urina e fezes 
infectadas pelos animais doentes.
Além disso, casinha,cobertores e alimentos dos  animais 
infectados também são fontes de infecção. 
Filhotes e idosos são mais susceptíveis a doenças 
infecto-contagiosas por terem o sistema imunológico um 
pouco menos ativo. 

Sintomas 

Apatia, perda de apetite, diarreia,vômito,febre,secreções
oculares (remela em grande quantidade), secreções nasais
(pus), convulsões, paralisias, tiques nervosos
No exame de sangue é observada diminuição da imunidade 
do animal devido à replicação do vírus no sistema linfático.
Um cão infectado elimina o vírus através da urina, fezes e
secreções (nasal e ocular) até 90 dias após a exposição ao 
vírus.
Portanto é importante evitar seu contato com outros cães 
durante o período em que está doente.
A administração das vacinas é essencial para prevenir o  
seu pet de doenças,

Leptospirose


É uma doença provocada por bactérias Leptospira,
que afeta diversos mamíferos incluindo seres humanos.
A bactéria desenvolve-se nos rins do animal infetado. 
Quando este urina, a bactéria é libertada viva para o 
ambiente,onde consegue sobreviver por vários meses 
caso encontre as condições ideais: épocas chuvosas e 
águas paradas.
chuva arrasta a urina até fontes de águas paradas, que 
ficam assim infetadas.
A leptospirose é muito conhecida, nos períodos de chuva 
a população que mora em áreas propícias a alagamento 
entram em alerta exatamente pelo risco de contraí-la. 
Isso porque a doença infecciosa é transmitida por uma 
bactéria presente na urina de alguns ratos contaminados 
e por isso pode estar presente nas águas das enchentes.


Mas, essa não é a única forma de transmissão, qualquer 
contato com um rato ou com a urina dele pode ser perigoso.  
Por isso é importante ficar de olho, principalmente, nos 
cachorros que vivem em quintal para evitar que eles 
contraiam a leptospirose canina. 

A bactéria também consegue entrar no organismo a
través de feridas abertas, ou através da simples mordida 
num alimento que tenha estado em contato com a bactéria.
Sendo uma doença bacteriana, a leptospirose é tratada 
com antibióticos. 
Nos casos mais graves, sobretudo quando já se 
verifica disfunção hepática ou insuficiência renal, são 
necessários outros tipos de tratamento de suporte.
A prevenção desta doença consegue-se através de uma 
cuidada limpeza dos jardins e/ou quintais que a casa 
possua, bem como a certificação de que não existem 
roedores por perto, pois são um dos principais 
transmissores da leptospirose através da urina. 
Deve-se também limitar o acesso do cão a áreas de maior 
risco, como água parada, potencialmente contaminada.

Sintomas

Cerca de 4 a 11 dias após a contaminação, começam a surgir 
os primeiros sintomas no cão. À medida que a bactéria vai 
invadindo os diversos órgãos do organismo, começa por 
surgir a febre, perda de apetite, letargia, hemorragias e 
hematomas (manchas vermelhas ou roxas na pele).
A pigmentação da pele é afetada, podendo surgir uma 
coloração amarelada e icterícia. 
Num estágio mais avançado, podem aparecer úlceras na 
boca e na língua, vômitos  e diarreia.

Parvovirose

É uma doença provocada por um vírus da família 
Parvoviridaede atuação muito rápida e aguda 
especialmente perigosa para os cães mais jovens. 
É uma doença conhecida há relativamente pouco tempo, 
com os primeiros casos a terem sido reportados na 
Austrália em 1978.
Geralmente os cães contraem esta doença através do 
solo contaminado.Como o vírus se desenvolve no trato
intestinal dos cães infetados, é libertado em grandes 
quantidades nas fezes, que por sua vez vão para os solos. 
Trata-se de um vírus muito resistente, 
capaz de sobreviver durante meses no solo até infectar 
o próximo animal.

Sintomas

Cerca de 4 a 14 dias após a infeção, o animal começa a 
ter febre e a perder o apetite. Um ou dois dias depois, 
chegam os vômitos e a diarreia, que contém 
progressivamente mais sangue de cada vez que o animal 
defeca. Os sintomas progridem muito rapidamente 
e a taxa de mortalidade é elevada.
O tratamento da parvovirose é sintomático, uma vez 
que não existe nenhum medicamento capaz de combater 
diretamente o vírus. 
A desidratação que a diarreia provoca é tratada com 
fluídos intravenosos (soro) e medicação adicional para 
diminuir os vômitos.
Uma vez que o vírus enfraquece a barreira intestinal, as 
bactérias normais do intestino começam a passar para a 
corrente sanguínea, o que pode provocar septicemia, 
que tem de ser tratada com antibióticos.
O sucesso no combate a parvovirose,  depende 
essencialmente  do sistema imunitário do cão. 
Por esse motivo os cães mais jovens,com um sistema 
imunitário mais frágil, são as principais vítimas deste 
vírus.
A principal forma de prevenir esta doença é através da 
vacinação. Para proteger os filhotes durante os primeiros 
meses, geralmente é feito um reforço de vacinação ás 
cadelas grávidas. 
Recomenda-se que os cães não sejam levados a passear 
ou colocados em ambientes propícios de ser contaminados, 
até serem devidamente vacinados.

Raiva

A raiva é uma das doenças mais conhecidas e temidas 
pelas pessoas, que atinge não apenas os cães como todos 
os mamíferos, particularmente raposas, furões, coiotes, 
guaxinins, morcegos, doninhas e seres humanos.
Apesar de ser uma doença erradicada em vários países, 
é incurável e tem um prognóstico muito grave, que na 
esmagadora maioria dos casos se revela 
fatal. Aliás, é a doença com a mais elevada taxa de 
mortalidade nos cães.
A raiva é uma doença provocada por um vírus da família 
Rhabdoviridae, que atinge o sistema nervoso. 
O principal método de transmissão é através da saliva, 
pelo que um animal pode ser infetado através de uma 
mordedura, arranhão ou lambidela.

Sintomas

Afetando o sistema nervoso, a raiva provoca uma alteração 
profunda no comportamento do animal. 
Os cães ficam extremamente agitados, com 
espasmos intensos nos músculos, não respondem aos donos 
e procuram locais escuros e escondidos para ficar.
Em poucos dias, evolui para um quadro de agressividade, 
com muita salivação, o animal deixa de comer e de beber,
até chegar a um estado paralisia que leva o animal à morte.
Em alguns casos, os cães não ficam agitados mas sim 
depressivos e sonolentos, a chamada raiva muda.
A prevenção da raiva é feita através do programa de vacinação, 
tanto nos animais como em humanos.

Coronavirose

Tal como o nome indica, trata-se de uma doença provocada 
por um vírus do género Coronavirus. Este vírus, altamente 
contagioso,desenvolve-se no interior do intestino dos cães e 
transmite-se assim através de fezes infetadas. 
É também conhecida como Gastroenterite Contagiosa dos 
Cães.
A infeção provocada por Coronavirus não é considerada 
grave, geralmente provoca apenas vômitos e diarreia durante 
alguns dias até ao animal recuperar, sem necessidade de tomar 
medicação.
No entanto, animais com sistema imunitário mais frágil,como 
bebés estão em maior risco de desenvolver complicações graves, 
como inflamação no intestino, diarreia prolongada e desidratação.

Sintomas

São semelhantes ao da parvovirose, que é mais grave. 
Pode-se pensar que é uma coisa, e é outra. 
Tem de ser o veterinário a diagnosticar, atentamente, para 
evitar complicações maiores.
A Coronavirose também se pode tornar particularmente 
perigosa se o animal for infetado simultaneamente com outros 
agentes que afetam o sistema intestinal. 
Mais uma vez, a parvovirose pode estar envolvida.
Tal como acontece noutras doenças provocadas por vírus, não 
existe nenhum medicamento que atue diretamente sobre o 
Coronavirus. O tratamento é assim dirigido a aliviar os 
sintomas do animal, como o combate à desidratação através da 
administração de fluídos (soro) e medicação que ajude a evitar 
os vômitos e a diarreia.
Esta doença pode ser prevenida através da vacinação.

Doença de Lyme

A doença de Lyme, também conhecida como Borreliose, é 
mais um dos problemas de saúde caninos com origem nos 
carrapatos.
A bactéria responsável por esta doença é a Borrelia 
burgdorferique é transmitida aos cães pela picada de um 
carrapato infetado. 
Além dos cães, também os cavalos, os bovinos e os seres 
humanos são suscetíveis de contrair esta doença. 
Os gatos parecem ser resistentes.

Sintomas

Quando a bactéria entra no organismo do animal, pode provocar 
uma série de complicações, incluindo infeções cerebrais. 
Geralmente os primeiros sintomas são a febre, vômitos, dores 
abdominais, inflamação nas articulações (artrites) e até letargia 
animal demasiado parado e sonolento. 
Tratando-se de uma infeção bacteriana, a doença de Lyme é 
geralmente tratada com antibióticos.
A melhor forma de prevenir esta doença, é prevenir o contacto 
do animal com carrapatos. O cão deve ser desparasitado 
regularmente com produtos
carrapaticidas e a casa onde vive também deve ser desinfetada.

Tosse dos canis

A tosse dos canis, mais corretamente chamada de  
traqueobronquite infecciosa canina, é uma doença respiratória 
relativamente comum nos cães.
Na sua base não está apenas um microrganismo, mas vários, 
em particular os vírus Parainfluenza canina, 
Adenovírus canino tipo 2, bem como a bactéria 
Bordetella bronchisepticaesta última capaz de infetar 
também seres humanos.
Sendo uma doença transmitida por contato direto, tem uma 
grande capacidade de propagação em sítios onde são mantidos 
muitos animais juntos, como associações e canis, daí a origem 
do nome.

Sintomas

Os animais infetados sofrem de tosse seca constante e espirros, 
que por vezes são desencadeados em sessões que parecem 
intermináveis. 
Em casos mais graves, podem surgir sintomas como febre, 
perda de apetite, secreções nos olhos ou tosse com catarro.
A doença pode chegar a evoluir para uma pneumonia. 
Cães mais jovens e mais idosos são os que correm maior risco.
Para o tratamento da tosse dos canis, o médico veterinário 
poderá prescrever medicação antibiótica, anti-inflamatória e 
antitússica/antitussígena. Caso o animal fique desidratado, 
pode ser necessária a administração de fluídos e inalações. 
Durante o tratamento, os cães devem ficar em repouso.
O melhor método de prevenção desta doença é a vacinação, 
que deve ser dada aos cães ainda bebés,  a partir dos dois 
meses, juntamente com as restantes vacinas preventivas.
Caso o animal ainda não tenha sido vacinado, não deve ser 
exposto a ambientes onde possa ser contaminado, como canis, 
hotéis para animais  ou lojas de animais.

Hepatite infecciosa canina

A hepatite infecciosa canina (HIC), também conhecida como 
hepatite viral canina ou doença de Rubarth, é uma doença 
vírica provocada pelo Adenovírus canino tipo 1.
É uma doença altamente contagiosa, uma vez que o vírus se 
aloja em todos os tecidos e é eliminado em todo o tipo de 
secreções. 
Assim, pode ser transmitido quer pelo contato direto, como 
pelo contato com secreções ou objetos utilizados por outros 
animais infetados.

Sintomas

Os sintomas desta doença podem ser muito variados. 
O vírus atinge principalmente os rins, fígado, baço e pulmões 
dos cães, mas pode prejudicar inclusive o sistema nervoso 
central, sendo frequentemente confundida com a cinomose
Podem surgir vômitos, febre, diarreia, apatia, icterícia, 
(mucosas amareladas) falta de apetite e muita sede.
Uma vez que o vírus afeta a capacidade de coagulação do 
sangue,também podem surgir hemorragias.
Caso afete o sistema nervoso,podem ainda surgir complicações 
como depressão,desorientação ou convulsões.
Tratando-se de uma doença vírica, a hepatite infecciosa canina 
não tem cura específica. O tratamento é sintomático e visa 
melhorar a qualidade de vida do animal ,mantendo o organismo 
equilibrado em termos de hidratação, vitaminas ou regeneração 
hepática.Podem ser prescritos antibióticos caso surja uma 
infecção secundária ou transfusões  de sangue se as hemorragias 
forem significativas.
A prevenção desta doença é feita através da vacinação,que se 
revela bastante eficaz. Deve-se evitar o contato com outros 
animais que apresentem algum tipo de sintoma para evitar o 
contágio.

Giardiase

É uma doença causada por parasitas do gênero Giardia, que 
invadem o sistema digestivo do animal e se alimentam dos 
nutrientes que este ingere. A giardíase também afeta gatos e 
seres humanos.
A transmissão deste parasita é feita através de cistos, que 
chegam ao meio ambiente através das fezes de outros animais 
previamente infectados. 
Mesmo após a remoção das fezes, os cistos são capazes de 
sobreviver durante meses.
Para o cão ser infectado, basta pisar os cistos na rua e 
posteriormente ingeri-los ao lamber as patas. A ingestão de 
água ou alimentos contaminados também dá origem à infeção. 
Uma vez dentro do organismo, os cistos desenvolvem-se no
parasitas adultos.

Sintomas

Como a Giardia absorve os nutrientes da alimentação do 
animal, o cão começa a perder peso e a desidratar, aos quais 
são associados sintomas como as dores abdominais, a diarreia 
e os vômitos, que ainda enfraquecem mais o animal.
O tratamento da giardíase é feito com medicamentos 
anti-parasitários que eliminam com sucesso o parasita do 
organismo.
Para prevenir a contaminação da Giardia, recomendam-se as 
técnicas de higiene normais de prevenção de doenças, tais 
como a correta higienização das mãos e dos alimentos antes 
das refeições, bem como a limpeza frequente de todos os 
espaços onde possa existir transmissão fecal-oral. 
Existe vacinação contra a Giardia.