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Características
Conhecidas pelo seu canto diferenciado, que lembra o
trabalho de um ferreiro, as arapongas são aves bastante populares nos
aviários brasileiros. Se reproduzem com relativa facilidade em cativeiro e a
manutenção de casais em viveiros é uma das providências que vem garantindo a
preservação da espécie, nativa da Mata Atlântica, cada vez mais devastada
pela ação dos homens.
o seu habitat natural os machos são bastante territorialistas: cada um, depois de atingir a maturidade sexual,
tem a sua própria árvore, em que os galhos têm funções diferentes. No mais
alto, eles cantam; a música tem dupla função: atrair as parceiras e informar
a outros machos que a árvore já tem dono. Quando a fêmea está interessada,
cabe à ela a aproximação – ela que escolhe o parceiro – e o encontro
acontece no galho do “acasalamento”, situado um pouco abaixo do galho de
“canto”. Se esta posição não for respeitada em cativeiro, as aves não
acasalarão.
Tamanho: Até 28cm de
comprimento.
Longevidade:
12 anos.
Aparência:
Os machos são brancos, com a garganta e face esverdeadas, a plumagem das
fêmeas é levemente esverdeada.
Maturidade
sexual: Por volta dos dois anos e dois anos e meio.
Alimentação dos
filhotes: Enquanto estão no ninho, recebem alimento da mãe; quando já
estão emplumados, podem receber larvas, como as de Tenébrio.
Comportamento
Em cativeiro, acostumam-se
facilmente com a presença das pessoas, mas não devem ser reunidas à
outras espécies de aves, porque podem ser muito briguentas. Não são sociáveis. Com
exceção do período de acasalamento, preferem ficar sozinhas; caso
reunidas a outras aves, podem ocorrer brigas, esconderem-se ou recusarem alimento.
Como
cuidar
Para um casal o ideal é um
viveiro de 4 x 4 metros. Deve haver galhos em alturas diferentes e um
ninho de xaxim que pode ser pendurado em nível intermediário. É
necessário providenciar espaços expostos ao sol e protegidos de chuvas.
Temperatura ambiente: Em
torno de 25ºC, mas são muito resistentes a alterações. Os esconderijos
do viveiro são suficientes para ela se proteger do frio.
São frugívoras; no viveiro
pode-se oferecer banana, mamão, uvas, tomate, etc., servidos picados e
polvilhados com ração para sabiá.
Apesar de eventualmente
engolirem algum inseto ou verme, são basicamente frugívoras e conseguem
pegar pedaços relativamente grandes. O alimento deve ser pendurado junto
ao poleiro, porque estas aves raramente descem ao chão.
Como as frutas descascadas
estragam rápido, o viveiro deve ter atenção redobrada. O alimento deve
ser servido duas vezes por dia e os restos, retirados algumas horas
depois; para complementar a dieta, pode-se oferecer ração para sabiás,
deixada à vontade. Os
poleiros não deverão ficar sobre arbustos ou folhagens, porque funcionam
como depósitos de fezes, que é um ambiente propício à proliferação de
fungos.
O macho e a fêmea devem ficar
separados por uma divisória, retirada na época do namoro (final de setembro,
quando as fêmeas começam a construir o ninho). A aproximação do casal
acontece no galho do acasalamento e pode levar alguns
dias; a corte começa com um grito
agudo do macho, que demonstra suas habilidades canoras para a namorada. Depois
da postura, o macho tem que ser isolado novamente; a fêmea cuida sozinha do
choco e das crias, geralmente duas. Depois que deixam o ninho (com mais ou
menos quatro semana de idade) os filhotes devem ser transferidos para outro
viveiro.
A corte tem início na primavera; a
fêmea geralmente põe dois ovos, que são chocados exclusivamente pela mãe.
Incubação de 23 dias; os filhotes
abandonam o ninho com 27 dias.
O Araponga é bastante resistente, dificilmente adoece
em viveiros com condições adequadas, mas é suscetível a problemas
pulmonares e intestinais. Fezes líquidas ou respiração
difícil são sintomas que indicam que algo está errado,
necessitando de atendimento veterinário.
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