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O Mainá, macho ou fêmea, aprende
mais rapidamente que os papagaios. A regra para ensiná-los a falar é ser
persistente. Depois das primeiras palavras, é rápido com as próximas e continua a aprender
enquanto as aulas prosseguirem.
Uma idade boa para ensiná-los a falar
é com 43 dias, quando já comem sozinhos. Não é recomendável comprá-lo
recém-nascido, devido aos cuidados diários freqüentes e a sua
vulnerabilidade. Ensina-se o filhote na mão, dando comida no bico e
repetindo a palavra que se quer ensinar.
Recomenda-se não deixá-lo junto à
outro Mainá na época de aprendizado. Seus sons podem retardar ou mesmo
impedir o treinamento da fala.
O Mainá bem treinado é um companheiro
agradável, capaz de oferecer anos de entretenimento. Não grita como araras e
papagaios. Mas, se recebe treinamento inadequado, pode incomodar as pessoas
à uma boa distância com seus berros. Nesse caso, re-treinar é muito difícil,
sendo recomendado usá-lo somente na reprodução.
Para mantê-lo ligado à gente, é
preciso ter um contato diário, caso contrário torna-se independente e tenta
voar com freqüência. O Mainá manso deve ser mantido sob supervisão, devido
ao perigo de acidentes causados por sua curiosidade natural e sua ausência
de medo.
A disposição não o abandona nem mesmo
na gaiola. Pula de um poleiro ao outro e se diverte com brinquedos.
Como
cuidar
Na natureza o Mainá prefere matas
fechadas. É uma ave onívora, come de tudo. Portanto, variedade de
alimentos é importante em sua nutrição. Um casal de Mainás em fase de
reprodução, pode ser alimentado com uma xícara de comida por dia. A
metade dela você enche com ração para Mainás. Complete a outra metade
com alimentos diversos, que são misturados à ração, cortados em pedaços
pequenos, variando no dia a dia. São eles:
Fruta fresca: mamão, banana
descascada, maçã, abacaxi, uva, etc. e as silvestres (pitanga, amora,
pequi etc.);
Legumes
cozidos no vapor: grãos de milho, cenoura, ervilha, feijão, abóbora,
inhame, nabo, brócolis, couve-flor, batata, quiabo, pepino;
arroz e macarrão cozido;
farinha de aveia;
pão de trigo;
creme de amendoim;
ovo duro;
queijo com pouca gordura;
iogurte desnatado;
frango cozido;
pedaço de atum enlatado em
água;
carne em pedaços.
Além disso, deixe à disposição um
recipiente com suco de fruta 100% puro, outro com água e outro com
alimentos vivos (tenébrios, por exemplo). Os alimentos devem ser
retirados no final do dia. Ao observar a ocorrência de
acasalamentos, aumente as porções,
principalmente dos alimentos vivos. A presença de alimentos
vivos é um estímulo ao início das atividades reprodutivas.
Com boa alimentação e cuidados
adequados, o Mainá vive em média 15 anos. No inverno deve ter um abrigo
à disposição para evitar resfriados e pneumonia. No verão, sombra, para
prevenir estresse devido ao calor. Precisa ter um cantinho só dele. Nela
eles procuram isolamento por breves
períodos durante o dia. A higiene
é fundamental à saúde. Diariamente ofereça uma banheira para ele tomar
banho. Após o banho, seque a gaiola.
O ideal para um Mainá de
estimação é uma gaiola individual. Recomenda-se que seja bem espaçosa,
dando preferência ao seu comprimento (tem que ser grande, pois ele salta
mais que voa). O fundo da gaiola deve ser forrado por
jornal, trocado diariamente. Os poleiros devem ser feitos de galhos de
árvores de tamanhos variados, mas não em número muito grande, pois
machucariam as asas do Mainá.
Os Mainás mansos
se reproduzem normalmente. A reprodução ocorre aos três anos. O casal deve
ficar junto desde a primavera. Incomodar o mínimo é fundamental
para o sucesso da criação. Caso contrário, ele pode abandonar os ovos ou
matar os filhotes.
Coloque diariamente materiais para a
forração do ninho (galhos, palha e folhas), até começar a postura dos ovos,
que são em número de três, chocados pelo macho e pela fêmea por duas
semanas. Macho e fêmea alimentam os filhotes. Não deixe faltar frutas e
alimentos vivos nessa época. Os filhotes começam a comer sozinhos aos 42
dias, quando podem ser separados dos pais.
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