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É uma ave territorial e o macho
pode ser observado cantando já nas primeiras horas do amanhecer com a
finalidade de demarcar o seu território e afastar assim outros machos. O
canto consiste de um “coró...chiré” repetido e melódico. Tem hábitos
terrestres e às vezes pode ser observada dando saltos no solo em busca
de algo que possa levar à boca. A sua dieta é variada, incluindo
insetos, caracóis, minhocas e frutos.
Sabiá
cantador
É um turdídeo com cerca de 23cm
de comprimento total, de coloração pardacenta nas partes superiores e
branco manchado de preto nas partes inferiores. É uma espécie típica do paleártico ocidental, habitando em bosques úmidos de todos os tipos,
embora também tenha sabido adaptar-se ao homem e possa ser visto em
parques e jardins.
Trata-se de uma espécie
territorial que indica as suas propriedades mediante um canto sonoro e
variado, muito musical.
Sua dieta é variada e inclui
minhocas, insetos, caracóis e diversos frutos e bagas. No caso dos
caracóis, coloca-os sobre uma pedra e rompe sua concha com o bico; a
presença desta espécie pode ser facilmente detectada pelos restos
resultantes de tal operação.
O papel que exerce o Sabiá Cantador
sobre as populações de caracóis pode ser importante, crendo-se que
desenvolve um mecanismo que reduza sua diminuição, mediante seleção natural.
Este mecanismo consiste em desenvolver diferentes colorações (rosadas,
brancas, amarelas etc.) para despistar a ave. Ao que parece, o Sabiá
Cantador forma uma imagem do que procura para assim encontrar os caracóis,
passando despercebidos, portanto, aqueles exemplares cuja coloração não
coincide com o que a ave procura.
Sabiá
azul do leste
É um vistoso e belo insetívoro do
leste dos EUA, com cerca de 18cm de comprimento total. Os machos são de
um azul vivo nas partes superiores, com partes inferiores de cor
vermelha ou laranja (segundo a região) exceto pela parte baixa do
ventre, branca. As fêmeas apresentam uma coloração mais cinza e apagada.
O canto pode ser descrito como um musical “chur – lii” repetido.
Esta espécie só é encontrada em
bosques mais ou menos abertos, assim como em terras de cultivo. Constrói
o ninho em cavidades de troncos velhos ou postes de luz, e se adapta bem
em ninhos artificiais. Nas últimas décadas, o Sabiá Azul Do Leste sofreu
uma grave queda em suas populações. Ao que parece, a principal causa foi
a introdução do Estorninho Pinto e do Pardal Comum na América do Norte.
Estas duas espécies, originárias do
paleártico, têm sabido adaptar-se muito bem aos ambientes humanos, e suas
populações não param de crescer, afetando outras espécies, como é o caso. O
problema neste caso, é a competição por cavidades adequadas para nidificar.
Uma campanha recente de instalações de caixa – ninho parece ter feito um
sucesso notável e as populações de Sabiás Azuis começam a se recuperar.
Sabiá
cinza
É um pequeno passeriforme de
coloração cinza, com o píleo manchado e o peito esbranquiçado,
ligeiramente listrado. Apresenta umas plumas filiformes na base do bico
parecendo bigodes, as vibrissas, que servem para detectar melhor os
insetos dos quais se alimenta. O bico é fino, como corresponde a um
insetívoro. Os dois sexos são idênticos, sem nenhum tipo de dimorfismo
sexual.
Visitante estival, durante a
época de reprodução se distribui por quase toda a Europa, ocupando
jardins, parques, margens de bosques e bosques abertos. Passa o inverno
na África Tropical. Pode ser observado quase sempre pousado, numa
árvore, arbusto, muro ou estaca, sempre em altura baixa. Quando descobre
algum inseto, lança-se sobre ele num vôo ágil e rápido, voltando logo
com sua presa ao lugar de partida.
Enquanto está pousado, costuma agitar
a cauda e asas de forma muito característica, mantendo sempre a postura
erguida.
Nidifica em qualquer fenda ou
cavidade, tanto natural como artificial: troncos de árvores, edifícios,
rochas, atrás de trepadeiras, entre algumas raízes, etc. O ninho é em forma
de copa e é construído com galhos, ervas e outras fibras vegetais. Fazem uma
só postura ao ano e a fêmea costuma ser a encarregada da incubação. Fora da
época de reprodução é uma ave pouco gregária e só forma pequenos grupos
durante a migração.
Sabiá
do peito vermelho europeu
Habita bosques, jardins e zonas
urbanas do paleártico. Raramente é encontrado no verão, pois se esconde
em bosques baixos e sombrios, enquanto que, com a chegada do mau tempo,
aparece em povoados e cidades para procurar alimentos.
Alimenta-se de insetos, pois no
inverno tem grandes dificuldade de encontrar suas presas. Além de
insetos e larvas de insetos, consome minhocas da terra. É muito
extrovertido no outono e inverno, quando deixa que o homem se aproxime.
Muito ligado ao território, não perde a oportunidade de brigar com
qualquer intruso que entre em seu território.
A mancha vermelha no peito do macho
tem sua tonalidade intensificada com a chegada da época da reprodução. Vive
em casais e constrói o ninho no chão, entre raízes, em irregularidades do
terreno ou, às vezes, em florestas de difícil acesso. Põe de 5 a 7 ovos, que
choca durante 14 dias. Os filhotes abandonam o ninho com 16 dias de idade.
Sabiá
do peito branco
É uma das poucas aves capazes de
viver em ambientes estritamente desérticos. Habita em áreas rochosas e
desérticas com muito pouca vegetação, e nas zonas montanhosas chega até
os 2.700m de altitude. Tem aproximadamente 17cm de comprimento total, de
coloração geral preta, exceto pelo capuz, o uropígeo e as plumas
externas da cauda, de cor branca. Encontra-se distribuído por todo o
norte da África e Oriente Médio.
Alimenta-se de insetos e às vezes
de bagas. Ainda que não dependa da água para nada, não a despreza quando
tem oportunidade. É muito dado e curioso, constantemente encontrado em
povoados e outras zonas humanizadas.
Trata-se
de uma ave muito territorial, até o ponto de afastar de seu território não
somente os indivíduos de sua própria espécie, mas também os de outras
espécies semelhantes. Também é capaz de atacar possíveis predadores que se
aproximem do ninho, como, por exemplo, serpentes, gatos e até pessoas.
Alguns povos beduínos protegem essa espécie por a considerarem sagrada.
Sabiá
do campo de Galápagos
Formam uma das poucas famílias de
passeriformes que se encontram nas ilhas Galápagos. Acreditava-se no
começo que existia somente uma espécie, mas com o passar do tempo
determinou-se que são 4 espécies que formam o grupo. É uma ave parda,
pouco vistosa, de aproximadamente 25cm de comprimento total. A cauda é
relativamente longa, e o bico é comprido e curvado para baixo.
Trata-se de uma ave que habita
pouco nas ilhas. Costuma encontrar-se em zonas áridas, ainda que não
desperdice qualquer oportunidade de beber água. Geralmente movimenta-se
pelo solo, com as asas atuando como balança: as patas são bem
desenvolvidas, adaptadas para correr.
É uma ave muito curiosa,
aproximando-se de qualquer objeto que seja pouco familiar, e com o homem
mostra-se extremamente à vontade. Sua dieta é
variada e inclui insetos, restos de animais mortos, ovos de aves marinhas e inclusive o óleo que
segregam os filhotes de albatroz quando se sentem ameaçados. Reúnem-se em
pequenos grupos, mantendo um território comum que defendem cruelmente de
outros intrusos. O ninho, construído com fragmentos vegetais diversos, fica
situado sobre um cactos.
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