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Texto de
Andréa Soares, proprietária do Canil Le Roi Guerrier.
Guardião, forte, musculoso – como um
gladiador - dócil e fiel aos donos e companheiro – e põe companheiro nisto.
Quem o vê pela primeira vez se encanta. Realmente é um “cachorrão”, cabeça
volumosa, peito e patas bastante musculosas, chega realmente a impor
respeito ate mesmo a aquelas pessoas que já estão acostumadas a cães
grandes.
A primeira vez que vi um exemplar de
Dogue de Bordeaux foi numa Exposição do Kennel em Brasília e fiquei
literalmente apaixonada. Nunca tinha visto cachorro mais lindo (não que as
outras raças não me encantem – na verdade gostaria de ter no mínimo 1
exemplar de cada). Comecei então a fazer pesquisas na Internet sobre a raça
e desta forma cada vez mais me convencia de que gostaria imensamente de ter
um, dois, três, ..... exemplares.
Em 1987 esta raça corria o risco de
desaparecer, o Dogue de Bordeaux era uma raça desconhecida e a dificuldade
para encontrar compradores para os filhotes era grande. Foi Hollywood que
lançou em 1989 a imagem do Dogue de Bordeaux para o grande público com o
filme “Uma Dupla Quase Perfeita” – com Tom Hanks – a partir daí o então
cachorro anônimo virou “aquele do filme do Tom Hanks”.
Após ver pela primeira vez um Dogue de Bordeaux
comecei a pesquisar sobre a raça e fiquei totalmente apaixonada por este
cão. O segundo passo foi convencer meu marido a aceitar mais um cão em casa,
pois tenho duas filhas pequenas e com toda esta propaganda negativa sobre
cães de guarda seria um “perigo” e já tinha um casal de Shar-pei e um Old
English Sheepdog e não sabia se eles iriam se dar bem. Mais arrisquei.
Comprei meu primeiro exemplar aqui
em Brasília – uma fêmea acaju – Arusha (agora com 1 ano e meio), ela é
extremamente carinhosa e atenta e faz a guarda da casa com perfeição. Depois
de 06 meses de convivência com ela percebi que estava no caminho certo.
Queria montar um Canil.
Procurei aqui no Brasil outras
linhas de sangue, para que possamos evitar doenças hereditárias, mas estamos
ainda engatinhando nesta raça. Foi aí que conheci um Canil no México e
fiquei encantada com o seu padreador “Campeão Mundial de 1999”, então
comprei Guerrero – aquele que seria meu primeiro padreador, seguindo o mesmo
destino de seu pai– estrutura, temperamento e tipicidade fora do comum
comprovado pelo seu 1º título em pista de Jovem Campeão – Exposição
Internacional, Pan Americana e Nacional. Ele completou 1 ano em Dezembro é
muito tranqüilo, dócil e não vacila na guarda de nossa residência.
A esta altura me tornei uma criadora
compulsiva, sempre a procura de exemplares sem nenhum parentesco e bem
típicos.
Desta vez foi Andra, uma fêmea que
exportei também do México – mas de outro canil – ela ainda é um bebê. Muito
doce e meiga e extremamente dedicada na guarda como os outros.
Já tenho em vista outra cadela que
desta vez virá da Espanha, mas dela eu conto outro dia.
Os Dogues adoram ficar em companhia
do donos, são dóceis e mansos com as pessoas da casa e um pouco reservados
com as visitas. Adoram fazer exercícios, correr e
inclusive nadar. São muito inteligentes e aprendem
muito rápido os hábitos de higiene. E por falar em higiene, um banho a cada
15 ou até mesmo 30 dias é o suficiente, pois não tem odores fortes. Adoram dormir em lugares macio como
camas, sofás, almofadas. Nossos cães tem almofadas para tirarem suas
sonecas. São extremamente resistentes e quase nunca adoecem.
O CANIL LE ROI GUERRIER, criam seus cães soltos,
sem nenhum tipo de confinamento, usamos somente as melhores rações do mercado, fazemos treinamento físico diariamente para manter o bom estado
físico e mental de nossos exemplares. Criamos com muito amor a raça com
muito carinho e extrema dedicação.
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