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Sua pesquisa o levou a entrar em contato com outros cientistas
húngaros, refugiados, que no mundo livre, trabalhavam em seu antigo projeto,
a história do povo húngaro. A longa pesquisa não gerou somente novas
informações sobre a história do povo húngaro, mas também sobre a história
antiga de três raças húngaras, o Kuvasz, o Puli e o Komondor, que até então
era incerta.
A pesquisa do Dr. Palfavy e de seus
colegas incluiu um estudo da língua Suméria, Sânscrito, Grego e literatura
Latina, assim como um estudo em descobertas das escavações do Vale dos rios
Tigre e Eufrates. Eles afirmam que o nome dessas três raças são
freqüentemente mencionadas em antigas literaturas. O Kuvasz, o Puli e o
Komondor pertenceram e foram domesticados pelos pastores sumérios há cerca
de 7000-8000 anos e esses cães os acompanharam durante as viagens da antiga
Mesopotâmia até a presente Hungria.
A palavra Kuvasz é Suméria. As
primeiras letras "KU", são da antiga palavra suméria para cachorro, "KUDDA".
"KUDDA" é feita de duas palavras: "KUN" que significa rabo e "ADA" que
significa proferir, dizer. Ou seja, o animal que se expressa com o rabo. "KUDDA"
evoluiu mais tarde para "KUTTA" que é usada ainda hoje, por povos que falam
a língua dos Dravídeos, cujos ancestrais abandonaram a Mesopotâmia quando
conquistada pelos Assírios. A língua húngara moderna, originamente uma
língua suméria, tem a palavra "KUTYA". E "ASSA" significa cavalo em sumério.
"KU-ASSA" era o cão que guardava e acompanhava os cavalos e cavaleiros.
Em 1931, durante as explorações das
ruínas da cidade de Ugarit, na Mesopotâmia, foi encontrada uma placa de
argila de 5.000 a.C. Nela estava a inscrição, em escrita cuneiforme, "KU-AS-SA".
Essa placa pode ser vista hoje em dia no British Museum, em Londres.
No Museu Oriental de Paris, duas
placas de argila estão expostas, e foram encontradas nas ruínas da cidade de
Kish por um arqueologista francês. As duas, com inscrições em letras
cuneiformes com a palavra "KU-AS-SA".
Também na Mesopotâmia, às margens do
Rio Eufrates, havia uma cidade chamada Ur, que floresceu durante o 35º
século a.C. e é, inclusive, mencionada no Velho Testamento. Nas ruínas,
foram encontradas duas placas de argila que listavam os bens de duas
famílias. Além de vários cavalos, ovelhas, e gado, também estavam na lista "Pulik",
"Komondorok", oito "KU-AS-SA", de propriedade de uma das famílias, e dois da
outra. As placas estão no British Museum.
Outra placa de argila, também com a
inscrição cuneiforme, "KU-AS-SA", encontra-se agora no Asmolean Museum, e
foi encontrada no local onde situava-se Akkad, uma cidade suméria de 3.000
a.C. ao norte da Mesopotâmia.
Os estudiosos não conseguiram
encontrar a origem das palavras Kuvasz, Komondor e Puli, mas as descobertas
do Dr. Palfavy não contradizem os fatos históricos, que os húngaros migraram
para a atual Hungria vindos da região Ural com seus cavalos, ovelhas e cães,
mas determinariam que isso teria acontecido 5.000 anos antes.
Podemos considerar que a criação
científica, com registro dos exemplares da raça, teve início no final do
Século XIX. E, em 1939, o Kuvasz tornou-se o cão
da moda entre os criadores de raças húngaras de grande porte. Esse progresso foi atingido pela Segunda Guerra Mundial.
Os cães sofreram com a
falta de comida, vitaminas e remédios. Os canis voluntariamente reduziram
seu plantel a um mínimo, e proprietários foram forçados a cederem seus mais
valiosos animais para o serviço obrigatório militar e outras complicações do
tempo da guerra. Fiéis cães de guarda foram mortos, primeiro por alemães,
depois pelas forças ocupacionistas russas.
Ao final da guerra, a raça estava
quase extinta. Muito proprietários foram mortos e a maioria dos cães havia
morrido ou fugido. Por muito tempo, o serviço de correio ficou interrompido
ou irregular, e levou alguns anos para se medir a extensão das perdas. O
novo regime russo, considerou a criação de cães como um hobby luxuoso da
aristocracia, e tratou-o de acordo. Durante o caos do pós-guerra, criadores
se encontraram em segredo para estabelecer uma meta a seguir. Os primeiros
filhotes eram vendidos por cigarros e comida, antes da estabilização da
moeda.
Logo após a guerra, a cinofilia
passou a viver um novo momento, com a rápida melhora da economia na Europa
Ocidental.
Características
O Kuvasz é um cão de grande porte, ativo, ao mesmo tempo forte e de passos
leves, o que o torna muito elegante. A cabeça, pode ser considerada a parte
mais atrativa desta raça.
O crânio é
alongado, sem ser pontiagudo, com um focinho longo . O comprimento ideal da
cabeça é de 45% da altura do cão na cernelha, e a largura, a metade do
comprimento. As orelhas são em forma de "V" e medem 50% do comprimento da
cabeça, ficando levemente afastadas da cabeça na parte superior e caindo
rentes a ela.
Outra característica da raça é o rabo
baixo, de pelagem densa. O terço inferior do rabo
pode dobrar acima do quadril, mais nunca deve enrolar sobre as costas
ou enrolar (em espiral) acima do quadril. O rabo do Kuvasz só vai estar nesta posição, quando
estiver em estado de excitação.
O Tamanho do Kuvasz pode variar de
71cm. à 76cm., na altura da cernelha (nos machos) e de 66cm. à 70cm., na
altura da cernelha (nas fêmeas). É considerada falta grave altura inferior
a 65cm. (nos machos) e 61cm. (nas fêmeas). O peso máximo para a raça é de
50 kg. (machos) e 42 kg. (fêmeas).
Comportamento
O Kuvasz é um cão fascinante, sua
beleza e docilidade escondem uma bravura inigualável. É um cão como poucos, muito dedicado
a sua família. Um Kuvasz adulto é incapaz de ferir uma criança pequena, pois
sabe distinguir muito bem os limites de sua força. Possui um apurado
instinto de proteção, e deixa que os pequenos façam dele "gato e sapato".
É um cachorro educado e curioso, mas
também é desconfiado com relação à estranhos. O Kuvasz é inteligente e tem
personalidade forte. Trata-se de uma raça que, apesar de ser muito
independente, gosta de obedecer e está sempre pronto ao trabalho.
Para isso precisa ser tratado com
respeito, como um membro da família. Eles aprendem com muita facilidade e
desde cedo devem saber que é você quem manda. Devemos impor regras ao
filhote, pois quanto mais lhe for permitido, mais ele vai parecer teimoso.
Os filhotes são muito ativos e
brincalhões. No entanto, o perfil do cão adulto é o de um cão muito
tranqüilo e elegante.
Os kuvasz não gostam de estar presos,
são muito sensíveis, carinhosos e adoram companhia, também sentem-se
importantes trabalhando para seu dono. A guarda é uma das mais notáveis
aptidões do Kuvasz, o que ele faz instintivamente, mas suas habilidades são
muitas. |