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Os esquimós, enfrentando um meio
hostil, sabiam que a sua sorte e a da tribo estavam unidas à saúde e à qualidade
de seus cães, de modo que se esforçaram para selecionar os exemplares mais adaptados e
resistentes à neve.
Por volta de 1920 apareceram os
primeiros Malamutes nos USA. Mas tivemos que esperar até 1935
para que o Malamute fosse reconhecido oficialmente pelo AKC – American
Kennel Club e para ser fundado o Alaskan Malamute Club.
Características
Grupo:
Quinto
Altura na cernelha: Cerca de
63 cm.
Peso: Cerca de 42 kg.
Pelagem: Parda ou variante do
cinza claro ao negro, com branco no ventre.
Expectativa de vida: Doze
anos.
Caráter: Afetuoso e
independente.
Relação com as crianças:
Excelente.
Relação com outros cães:
Difícil com os do mesmo sexo.
Aptidões: Cão de trenó.
Necessidade de espaço: Pode
viver no interior da casa com saídas longas e freqüentes. Prefere o quintal.
Alimentação: Aproximadamente
600g diários de alimento completo seco.
Cuidados: Poucos, escovações
periódicas.
Custo de manutenção: Elevado.
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Como o Malamute do Alaska é um
puxador de carga pesada na neve, ele é maior e mais robusto que o Husky (máximo
de 63,5 cm e 42 kg), com maior estabilidade e força de tração. Seus pés redondos,
grandes e com dedos um pouco abertos têm maior superfície de apoio. Os olhos são
escuros, as orelhas menores, inseridas mais lateralmente e o focinho mais largo
e curto.
Já o Husky foi desenvolvido para
puxar cargas leves em rios congelados. Tem no máximo 59,5 cm e 30 kg, é mais
comprido, estreito, com pés menores e ovais para cansar menos ao correr. Seus
olhos, mais puxados, podem ser azuis ou castanhos. |
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Comportamento
É uma raça muito potente, mas não tão
rápida quanto os outros cães árticos, de modo que na Europa é muito pouco
visto nas pistas onde correm os cães de trenó, pois nelas as distâncias são
relativamente curtas.
Este atleta de pelagem grossa que
se parece com um lobo, é muito afetuoso, mas nem por isso deixa de ser um cão
ártico e pode dar mostras de uma independência que é preciso saber
dominar. Necessita-se muita firmeza para fazer com que os filhotes entendam
as regras que devem observar em convivência com os homens.
Tranqüilo e digno, o adulto é um
companheiro agradável, que ocupa menos espaço que o seu tamanho supõe.
Adapta-se bem à vida no interior contanto que possa sair várias vezes ao dia
e que não fique sozinho durante muitas horas (os machos suportam menos a
solidão que as fêmeas). Não é um cão de guarda. Muito unido aos humanos,
raramente late quando chega um estranho.
Seu caráter amistoso não exclui o
reconhecimento da hierarquia: entre congêneres quando vive em matilha e
humana quase sempre. Com ele há que se impor na qualidade de “chefe da
matilha”. Ainda que não seja mau, ele pode se tornar perigoso
involuntariamente, se foi mau educado, devido à sua força física. A
existência de uma relação de forças é excelente para o equilíbrio psíquico
do cão.
Tem menos capacidade de escapar que o
Husky. Por mais que um animal o atraia, uma cerca de 1,5m é o bastante para
ele desistir.
Muito sociável com o homem, suporta
pouco a presença de outro cão do mesmo sexo. Mas gosta da vida a dois, e
muitos proprietários oferecem ao seu cão uma companheira (ou companheiro).
Em geral entendem-se muito bem com as
crianças. É surpreendente vê-lo tornar-se um guardião severo, mesmo não
tendo características de guarda, quando junto à uma criança. Sua falta de
jeito pode levá-lo a empurrar as crianças, mas adapta-se
rapidamente ao ritmo delas.
Suporta muito bem as condições
climáticas diversas. Pode viver tanto dentro como fora de casa, mas deve
ser protegido do sol e da umidade. Tem um metabolismo particular que permite
economizar energia ao máximo. Necessita de alimentação gordurosa para
enfrentar o frio e fazer um trabalho intenso. Quando nessas condições, é
necessário dar-lhe comida rica em gordura. |