O gato que conhecemos por angorá
turco surgiu de forma natural na região que hoje corresponde
à Turquia e foi, muito provavelmente, domesticado pelos
tártaros e chineses. Seu nome é aquele da cidade em que
surgiu: Angorá, capital da Turquia, atualmente conhecida por
Ancara. Os turcos acreditavam que estes gatos brancos e
peludos traziam sorte e, desta forma, eles eram muito
cobiçados pelos ricos comerciantes daquela região.
No século XVII
um navegador italiano chamado Pietro Della Vale introduziu
estes gatos na Europa, através da Itália. No século XVIII
estes elegantes gatos já faziam sucesso nos salões da
nobreza francesa, sobretudo na corte do Rei Luis XV que
possuía um Angorá de nome Brillant. Entre as personalidades
históricas que se encantaram por esta raça estão os
reis franceses
Luis XIV, Luis XV e Luis XVI, além da Rainha Maria
Antonieta, o Cardeal de Richelieu e Madame de Pompadour,
favorita do rei. O Angorá também serviu de inspiração aos
artistas europeus. É possível encontrar gatos desta raça nas
obras dos pintores Bachelier, Linné, Bouffo e Coubert.
Este foi o primeiro gato de pêlo
longo da Europa. O escritor inglês W. Heir escreveu, em
1889, que os angorás mais apreciados eram os brancos de
olhos impares, seguidos pelos azuis e pretos. Pouco depois o
angorá branco passou a ser a única coloração aceita. Foi
então utilizado na criação de uma das raças mais populares:
o persa. O sucesso deste último quase causou a extinção do
antigo Angorá. Foi nesta época que o termo angorá passou a
designar qualquer gato peludo e não mais uma raça, o que
perdura até a presente data entre os leigos.
Após a 2a
Guerra Mundial o zoológico de Ancara iniciou um projeto de
seleção e reprodução da raça utilizando alguns gatos
brancos. Foi também nesta época proibida a exportação dos
gatos Angorás. Apesar desta proibição os americanos Virginia
e Thomas Tório conseguiram em 1962 importar um casal de gatos
Angorás do zoológico de Ancara, chamados Yildiz e Yildizcik, que logo tiveram a primeira ninhada em solo
americano. Em 1967 houve a primeira apresentação de angorás
turcos em uma exposição na cidade americana de Los Angeles.
Devido a
utilização unicamente de gatos brancos na revitalização da
raça a FIFE só aceita gatos desta cor, e nos USA, pais que
não segue a FIFE mas sim a CFA os gatos brancos são
preferidos apesar de ser admitido qualquer coloração desde
1978. Felizmente há uma grande tendência por partes dos
criadores em criar exemplares coloridos uma vez que o grande
número de gatos inteiramente brancos vem causando um aumento
no número de surdez no Angorá Turco.
Características
O Angorá turco é
acima de tudo um gato elegante. Seu pêlo semilongo e sedoso,
geralmente branco, é uma marca registrada desta raça
milenar. Apesar do gato branco com olhos azuis ou ímpares
serem mais comuns e apreciados há de se ressaltar que este
maravilhoso animal pode ter as mais diversas cores: preto,
azul, tricolor ou escama de tartaruga. Na verdade só não é
permitida a marcação ponteada, ou seja, a marcação
característica do gato siamês. O pêlo do Angorá só estará
completo em seu segundo aniversário e deve-se levar em conta
que ele muda no verão tornando-se mais curto.
Comportamento
Os gatos desta raça são muito inteligentes e apegados ao
dono. Não é raro um angorá turco seguir seu dono por toda a
casa como um cachorrinho e conseguir tudo aquilo que deseja
através de um ronronar particularmente carinhoso.
São mesmo capazes de aprenderem truques tal é a
inteligência destes gatos. São também gatos muito
brincalhões, carinhosos e curiosos. Por fim, vale ressaltar
que estes gatos se dão bem com cães e com crianças, salvo se
estas últimas ainda forem bebês.